11 de janeiro, 2017
Alma pesada; acordei às 4 da manhã, pensamentos ruins batendo na cabeça, o sono foi embora. Pensava já ter chegado ao fundo do poço, mas não. Minha ilusão com G não vai embora. Teima em ficar, incendiando meu coração de esperança. Vejo, mas não absorvo, a falta de interesse, o modo como me trata e, por incrível que pareça, desconsidero como não verdadeira, a incapacidade dele de fazer bom sexo. Acabou, ficou velho, cheio de medo e acomodado na situação confortável que armou para si mesmo. Devo pôr isso por escrito um milhão de vezes, de preferência aqui, onde acho secreto, para no final introjetar e acreditar. Mas isso trará uma desilusão muito grande, um não acreditar na Vida, um desânimo com o futuro. Jurei ser resiliente e pró-ativa neste ano. Não sei se conseguirei. AJ está muito fragilizado, saúde em cacos e não tem condição de levar uma vida comigo a adiante. Na verdade, há muito que desistiu. Ou não consegue. Dá no mesmo.
Teimosa que sou , insisto. Insisto comigo mesma. Mantenho a saúde nos trinques. Meu único bem. Porque o trabalho sumiu e não sei como agilizar isso. Mandei dois mails para P, que não respondeu. Talvez não tenha sido suficientemente assertiva, defeito antigo. Mas acho melhor esperar um pouco. Tenho promessa de P que haverá trabalho. Vida social, essa é uma ruína. Culpa minha, defeito meu, que não consegui jamais consertar, apesar de ver com clareza.
Resta ser receptiva ao que a vida oferece no momento: trabalho na D e, talvez, com a Stella. Vou aceitar tudo. E trabalhar com afinco e aplicação. Deve dar algum resultado. Se não emocional, pelo menos material. Hoje começo.
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