quinta-feira, 3 de março de 2016

03 de março de 2016

Escrevi em janeiro, parece ter sido há um ano. 
Ando perdida no tempo, tempo interior, que parece ser longo, muito longo. Custa a passar e dá impressão de não trazer nada de novo.
Mas foram apenas dois meses, ou menos, que se foram. A velocidade da mente é que engana; são tantas as idéias, as imaginações, os sonhos acordada, que penso terem se passado anos. Perigo: às vezes tomo o imaginado por verdade. E vem aflição, porque isso não se realiza? O que farei nessa situação? O os diálogos (como pode ser conversa se sou apenas eu sonhando) inteligentes são esquecidos em seguida.  Nem consigo escrever para guardar ditos e respostas que acho inteligente. Longe do chão. Preciso pôr os dois pés em terreno firme e parar de imaginar. Esperar, coisa difícil, formar-se uma situação para então, na realidade enfrentá-la. Não vou imaginar como, neste momento.  O importante é apenas uma coisa: treinar,todos os dias, manter a calma e a presença. Tropecei?  A chaleira está no fogo?  

Respirar, uma, duas ou quantas vezes precisar para respirar bem de vagar,expirar conscientemente, e então ver, olhar, sentir que situação é essa. Depois, sentir a reação e pensar como enfrentar. Como responder, que é a coisa mais difícil para mim. 

Pronto, descobri um jeito. Agora guardo isto e verei o que o Tempo.

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